quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Dicas para equalização de microfones e violões


Sei que não sei muito, mas acho que posso ajudar mesmo assim.
Que fique claro que a referência de som é o das mesas de som de 3 bandas de equalização (graves, médios e agudos). Antes ainda de qualquer outra coisa certifique-se da integridade de seu equipamento: cabos, conectores, captadores etc. Tudo tem que estar funcionando bem.
Vamos começar falando dos violões
Plugue seu cabo no instrumento e, com o volume da mesa no ponto zero, plugue o cabo na mesa. Deixe os controles de equalização em flat, ou seja, sempre no meio, no ponto zero. Em seguida, abra o volume gradativamente até que fique próximo do volume requerido.

O ponto mais importante vem agora, tendo em vista que as qualidades do som para equalizar são referentes ao gosto de cada um. O gosto é subjetivo. Podemos ter em mente que não se pode exagerar em nada; nem nos graves, nem nos agudos. Então vejamos: se você deseja um som mais brilhante, aumente o nível de agudos; depois regule os graves de acordo com o tipo de som que você precisa (para alguns tipos de batidas os graves atrapalham a compreensão dos sons). O controle dos médios pode tanto "abrir" o som, dando mais vida, quanto metalisar o som. Deixe os médios por último. A cada modificação feita, toque um pouco explorando os timbres do violão.

São dicas simples, talvez você já faça assim ou melhor que isso.

Com os microfones para voz acontece quase a mesma coisa. Observe somente que para cada pessoa e para cada microfone os controles são diferentes. Quando testamos o som com microfones, as palavras que usamos têm características de grave, médio, agudo (exs.: som, ok, etc). A dica é: o som deve ficar como se não tivesse nenhum equipamento, com uma pitadinha de grave que acaricia os ouvidos.

Experimente, pergunte aos companheiros como está o som e tome cuidado com volumes altos pra não levar bronca na igreja.

Abraço a todos

Fernando Lima

Atalhos?

Quando a gente sai da infância, começa a achar histórias como a da Chapeuzinho Vermelho um tanto quanto bobas. A história de uma menina que desobedece as ordens de sua mãe e cai na conversa do Lobo Mau ainda pode servir para nós.

Todos os dias nos deparamos com situações onde háa possibilidade de escolha entre o caminho mais longo e o atalho proibido. Meu telhado é de vidro. Sei que também erro muito, mas isso também serve muito pra mim.

Pequenas mentiras, pequenos furtos, coisas que fazemos às escondidas, às vezes a sede de tirar vantagem em tudo, a competitividade e todas outras atitudes que tomamos para encurtar o caminho. Será que chegaremos ao final? Será que o resultado vale a pena? Porque certamente o atalho tem muito mais pedras e espinhos. Muitas vezes sofremos sem perceber que estamos andando em círculos, sem chegar a lugar algum. E muitas vezes não percebemos que o mau que nos rodeia está sempre tentando nos desviar para o seu lado.

Nós não somos maus! Saímos do coração de Deus e é pra lá que devemos voltar. E sinceramente eu não sei se há mais de um caminho.

Abraço a todos

Fernando Lima

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

10 dicas para um bom ensaio vocal

O ensaio deve fazer parte da rotina de todo ministério de música. Algumas pessoas têm uma visão fantasiosa a respeito dos músicos de sucesso supervalorizando a questão da INSPIRAÇÃO. Mas qualquer músico que se esforça para oferecer o melhor em seu ministério sabe que inspiração é importante, mas TRANSPIRAÇÃO é fundamental.

O ensaio é a hora da transpiração, de dedicar tempo e atenção para que a música na casa de Deus seja feita com qualidade. Já ouvi muitos comentários do tipo: "Nós ensaiamos tanto, mas nada dá certo!". Talvez o ensaio não esteja sendo feito de forma eficaz e foi pensando nisto que resolvi indicar alguns caminhos para que você chegue ao ponto que deseja. Vamos juntos!

1. REGULARIDADE
Procure fazer ensaios constantes, no mínimo uma vez por semana, isto é importante para integração musical e comunhão do grupo.

2. TEMPO
Uma duração ideal para um bom ensaio deve ser em torno de duas horas. É difícil conseguir resultados reais em menos tempo, se você quiser fazer um ensaio mais longo, dê um pequeno intervalo para água e descanso, precisamos lembrar que a voz é um instrumento delicado.

3. PRESENÇA
A presença no ensaio deve se tornar obrigatória, não é justo que o grupo todo ensaie e no momento da ministração seja prejudicado por um "penetra" que não ensaiou e nem se preparou, não é verdade?

4.ESTRUTURA
É importante ter um local específico para ensaio, um lugar quieto onde o grupo possa ter um pouco de privacidade. O ensaio vocal deve ser sempre acompanhado por um instrumento harmônico (teclado, piano, violão, guitarra) que garanta a afinação do grupo.
5. ORAÇÃO
É verdade que ensaio é ensaio, e não é o momento de fazer estudo bíblico e nem de orações sem fim, mas sem dúvida é importante orar no início do ensaio. Quando estamos trabalhando na obra de Deus muitas lutas surgem e precisamos lembrar que não é contra carne nem sangue que devemos guerrear, mas contra principados e potestades (Ef 6:10-18).

6. AQUECIMENTO
Pense na voz como parte de seu organismo. Quando você abre os olhos de manhã, logo pula da cama e sai correndo pelo quarteirão para se exercitar? Claro que não! Da mesma forma a voz precisa se espreguiçar, precisa acordar, precisa aquecer. Exercícios de relaxamento, de respiração e alguns vocalizes tem esta função na técnica vocal. O grupo, ou alguém do grupo, precisa investir em uma boa aula de técnica vocal.

7. MATERIAL VISUAL
Todo material escrito ajuda na memorização. Se souber escreva os arranjos, se não souber, registre ao menos a letra e acordes do cântico e distribua cópias. Peça que as pessoas anotem o que está sendo combinado: onde abrir voz, variações de dinâmica, repetições, etc.

8. MATERIAL AUDITIVO
Se você vai ensaiar músicas já registradas em CD, leve a gravação para que todos ouçam o arranjo original. O desenvolvimento da percepção musical é imprescindível para o bom cantor.

9. ORGANIZAÇÃO
O ensaio precisa ter direcionamento, é bom que o repertório e o roteiro do ensaio estejam pré-definidos. A equipe deve ser agrupada com alguma lógica: homens e mulheres, por naipes (sopranos, contralto, tenor, baixo), ou da maneira que você achar melhor, mas faça desta divisão algo automático na cabeça do grupo.

10. PERSEVERANÇA
Tenha paciência e não desista. Medite em II Pedro 1:5-8. O ensaio é uma semeadura, nem sempre colhemos os frutos instantaneamente, mas o nosso trabalho não é vão no Senhor!

Deus abençoe!
Mirella de Barros Antunes é professora de prática vocal, teoria e percepção.

Artigo disponível em: http://www.ronaldobezerra.com.br/?t=artigosdetalhes&id=9